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Notícias Antigas: 2008 | 2007
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Sessão de Maio de 2010 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 13/05/2010 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
O judeu [Jom Tob Azulay, 1987-1996]
 


Na sessão de maio, o Tela Brasilis apresenta o longa-metragem O judeu, de Jom Tob Azulay (1987-96). O filme conta a história de Antônio José da Silva (1704-1736), nascido no Brasil e perseguido e torturado pela Inquisição, em Portugal, pelo crime de judaísmo.

O projeto do filme era de Alberto Cavalcanti, que nunca conseguiu realizá-lo. Azulay, que fora o produtor do último longa de Cavalcanti, acaba emcampando o projeto e, em 1986 começa sua produção. Atravessa inúmeras dificuldades no estabelecimento de um acordo de coprodução entre Brasil e Portugal, em uma época em que quase não existia qualquer cooperação entre os dois países. Com a economia do Brasil instável e os altos custos de uma produção de época com filmagens no exterior, o filme estoura o orçamento e atravessa dificuldades diversas, culminando com a extinção da Embrafilme e a interrupção das filmagens dez dias antes do cronograma de seu término. O filme só é resgatado quase dez anos depois, já com alguns atores falecidos (como Dina Sfat), com a ajuda da HBO Brasil e do ICAM - Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimídia (Portugal).

O filme foi relativamente bem recebido pela crítica em seu lançamento, com especial destaque para a fotografia do conceituado diretor de fotografia português Eduardo Serra, que é aqui comparada a LaTour e Caravagio.


Sessão de Abril de 2010 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 29/04/2010 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Armas da vingança [Alberto Severi e Carlos Coimbra, 1955]
 


A sessão de abril do Tela Brasilis é absolutamente imperdível, resgatando um clássico exemplar do melodrama rural paulista dos anos 1950, através do primeiro filme dirigido pelo cineasta Carlos Coimbra, então com 27 anos e que seria responsável por grandes sucessos de bilheteria como A morte comanda o cangaço (1960) e Independência ou morte (1972).

O filme traz Aurora Duarte e Hélio Souto envolvidos numa história de amor e vingança passada numa fazenda em Araraquara, sendo uma produção independente que aproveitou profissionais oriundos da Vera Cruz e foi filmada nos estúdios da Multifilmes.

Armas da vingança será exibido numa cópia em DVD (especialmente feita para essa sessão a partir de uma cópia única) e que não está disponível para locação ou em arquivos para baixar da internet. Quem quiser conhecer essa raridade – e ainda participar do tradicional debate após o filme – não deve perder o Tela Brasilis de abril.


Sessão de Março de 2010 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 18/03/2010 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Matar ou correr [Carlos Manga, 1954]
 


Junto com Nem Sansão, nem Dalila e Carnaval Atlântida, o filme Matar ou correr representa o que podemos chamar hoje do "cânone" da chanchada brasileira, ainda que essas comédias populares tenham sido massacradas ou desprezadas pelos críticos na época de seu lançamento e durante muito tempo depois. Porém, diante de uma revisão da história do cinema brasileiro, esta produção da Atlântida de 1954, dirigida por Carlos Manga, estrelada por Oscarito e Grande Otelo, e que é uma paródia assumida do politizado faroeste americano Matar ou morrer (High Noon, Fred Zinnnemann, 1952), ganhou o status de clássico absoluto do cinema brasileiro. Como qualquer clássico, ele merece ser visto e revisto sempre nas melhores condições. Por isso, o Tela Brasilis retoma suas sessões em 2010 exibindo numa cópia 35 mm Matar ou correr. Afinal, uma sessão de chanchada no cinema, em película, é diversão garantida.

Após a sessão, debate com Rafael de Luna Freire.


Sessão de Dezembro de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 10/12/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
O quinto poder [Alberto Pieralisi, 1962]
 


Alberto Pieralisi (1911-2001) nasceu na Itália e começou no cinema ainda jovem, nos estúdios da Cines e da Cinecittà. Participou da II Guerra Mundial realizando documentários sobre as batalhas. To Droumaki Tou Paradisou (1942) foi seu primeiro filme de longa-metragem, realizado na Grécia ocupada. Vem para o Brasil pouco tempo depois, ainda na década de 1940, realizando o primeiro filme da Cinelândia Filmes. Passa pelos estúdios da Maristela e da Vera Cruz e, neste percurso, vai se especializando em comédias sofisticadas. Retorna ao Rio de Janeiro, onde se instala definitivamente, e, após o grande sucesso do filme Pega ladrão (1958) no Festival Cinematográfico do Distrito Federal, sua produção seguinte é O quinto poder (1962).

O filme se filia à tradição do cinema de gênero hollywoodiano, tomando como referencial, especialmente, a ficção científica, o thriller e o filme de espionagem à Hitchcock. O filme conta a história de um grupo de alemães que tenta dominar o Brasil por meio de mensagens subliminares transmitidas por artefatos eletrônicos que interferem nos sinais de rádio e TV. Um jornalista é quem tenta desbaratar o esquema de lavagem cerebral. O filme é pontuado por diversas sequências de ação (perseguições de carro, brigas) em pontos turísticos do Rio de Janeiro (praia de Copacabana, Cristo Redentor, Pão de Açúcar) que, não raro, têm sido elogiadas pelo público e críticos da época do lançamento do filme e dos dias de hoje, que apontam a destreza de Pieralisi na direção, aliado pelos talentos do fotógrafo Ozen Sermet e do montador Ismar Porto.

À parte a destreza técnica (do roteiro à montagem), o filme também apresenta sua carga ideológica. A "manipulação das mentes" por agentes estrangeiros não só é elemento motivador da trama, como reflete o contexto político internacional da época - o que também pode significar uma certa desatenção ao contexto político-social nacional.


RECADASTRAMENTO DE MAILING
 
A Associação Cultural Tela Brasilis está fazendo o recadastramento de sua mala direta. Caso queira receber nossos informativos por email, preencha o formulário neste link.


Sessão de Setembro de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 24/09/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Ópera do Malandro [Ruy Guerra, 1986]
 


Ópera do malandro [Ruy Guerra, 1986] está inserido em um momento de grande desencanto no cinema brasileiro. Talvez mais do que um desencanto do cinema brasileiro, seja um desencanto da própria sociedade brasileira.

A ditadura militar distendera desde o final da década de 1970 e, em 1984, chegara ao fim. A geração que começara a fazer arte na década de 1980 tinha nascido após o golpe militar e não viveu intensamente as questões do país durante os anos de repressão. A década de 1980 acabou ficando conhecida com a década do desbunde. A enfim-conquistada liberdade de expressão associada ao desejo de não expressar nada extremamente político ou ideológico.

As gerações mais velhas, que vinham fazendo arte já desde os anos da ditadura, por sua vez, vinham solapadas pela experiência por que atravessou o país, com uma baixíssima auto-estima. Brasil, ame-o ou deixe-o. Há um conjunto bastante significativo de filmes da década de 1980 que representa essa postura – um “Brasil: deixe-o”, em favor de uma estética mais internacionalizada do cinema norte-americano, sem tratar diretamente das questões políticas e sociais do Brasil.

Ópera do malandro é talvez o primeiro musical brasileiro de conformação hollywoodiana, isto é, com grandes números coreografados, os próprios personagens cantando diálogos (e não interrupções narrativas para apresentações musicais, como nas chanchadas). No entanto, o protagonista, Max, é um malandro carioca que contrabandeia produtos estrangeiros, em meio às tensões da II Guerra Mundial. Como se dá essa tensão entre uma forma musical clássica estrangeira (levando-se em conta que não se trata de músicas com arranjos orquestrais, a la big band, mas, predominantemente de sambas) com uma narrativa que trata justamente da relação de brasileiro(s) com outros países?

Estas e outras questões são temas do bate-papo que ocorre após a sessão de setembro, do Tela Brasilis.


Nas trilhas do cinema brasileiro
 
A Associação Cultural Tela Brasilis e o Festival CineMúsica de Conservatória, com o patrocínio da Light, lançam hoje, dia 6 de setembro de 2009, o livro Nas Trilhas do Cinema Brasileiro, durante a 3ª edição do evento.

O livro aborda a história das trilhas sonoras do cinema brasileiro com um viés panorâmico, que abrange do início do cinema sonoro aos anos 2000, contando com artigos de alguns dos principais pesquisadores da área.

O lançamento do livro durante o CineMúsica será acompanhado de mesa de debates com os professores Fernando Morais e Suzana Reck Miranda, além da presença dos demais autores que autografarão os exemplares.

Sumário

Introdução
Rafael de Luna Freire

Anos 1930 e 1940: A música nas produções da Cinédia
Fernando Morais da Costa

Canções para o Carnaval
Leonardo Côrtes Macario

A trilha musical da Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Cintia Campolina de Onofre

Anos 1960: Uma revolução na música do cinema brasileiro
Irineu Guerrini Jr.

Remo Usai: Compondo entre o encanto e o desencanto no cinema Brasileiro
Martin Eikmeier

Anos 1970: O desenlace da polifonia tropical e a marginália na música de cinema
Marcia Carvalho

Cidade Oculta: O jogo entre a tradição e a ruptura no campo de sonhos dos anos 1980
Ney Carrasco

Anos 1990-2000: Bicho de sete cabeças contado pelas canções
Suzana Reck Miranda
 
 

Sessão de Agosto de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
Sessão de aniversário de 6 anos!

 
Quinta-feira :: 27/08/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Geraldo José, o som sem barreiras [Severino Dadá, 2003]

Sessão seguida de debate com Geraldo José, Severino Dadá e Fernando Morais.
 


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Homenagem a Hélio Silva
 
Centro Cultural Banco do Brasil
 
Rio de Janeiro - 21 de julho a 2 de agosto
Brasília - 4 a 23 de agosto

DEBATE: terça-feira, 28/07, CCBB-RJ
Após a exibição de Mandacaru vermelho, às 18h.
Com a presença de Nelson Pereira dos Santos [cineasta], Leonardo Bartucci [diretor de fotografia], Hernani Heffener [pesquisador]; mediação de Eduardo Ades, curador da mostra.

Clique na imagem abaixo para conferir a programação completa.
 


Sessão de Julho de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 30/07/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat, 2000
Prîara Jõ. Depois do ovo, a guerra, de Komoi Panará, 2008

Sessão seguida de debate com Lúcia Murat.
 


Sessão de Junho de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 25/06/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Veneno, de Gianni Pons, 1952
 


Sessão de Maio de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 28/05/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Homenagem a Ankito 
 
Metido a bacana, de J.B.Tanko, 1957
 


Sessão de Abril de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 30/04/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
As aventuras amorosas de um padeiro, de Waldir Onofre, 1975
Maridos, amantes e pisantes, de Ângelo Defanti, 2008
 


Sessão de Março de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 26/03/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
O mágico e o delegado, de Fernando Coni Campos, 1985
Mr. Abrakadabra!, de José Araripe Jr., 1996
 


Retomando a questão da indústria cinematográfica brasileira
 
CAIXA Cultural - 10 a 22 de março de 2009
 
Mostra de cinema e ciclo de palestras

Será oferecido certificado de presença para aqueles que comparecerem a pelo menos 75% das palestras e debates. Não será necessário inscrição prévia.
Programação de filmes e palestras e mais informações aqui em breve.
 


Sessão de Fevereiro de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 19/02/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Mulher de verdade, de Alberto Cavalcanti, 1954
 


Sessão de Janeiro de 2009 - Cineclube Tela Brasilis
 
Quinta-feira :: 29/01/09 :: 18h30 :: Cinemateca do MAM-RJ :: Entrada franca
 
Sol sobre a lama, de Alex Viany, 1963
 
Nós somos um poema, de Sérgio Sbragia e Beth Formaggini, 2008


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