Participando do festival Cinesul 2008, o Tela Brasilis convida, em sua sessão de Junho, para um encontro com a obra de um importante – e, não raramente, esquecido – cineasta brasileiro: Olney São Paulo. Peça importante da frente baiana do Cinema Novo, foi um cineasta que se expressou não somente em filmes, mas também em contos, romances e na imprensa, sempre colaborando para o debate cultural no país.
Nesta Homenagem a Olney São Paulo serão exibidos curtas e médias-metragens realizados a partir de 1970, após ter sido preso, torturado e processado pela ditadura militar. Além dos filmes marcados pela representação e reflexão sobre a cultura sertaneja, são destaques da sessão os curtas Teatro Brasileiro I e II, com imagens preciosas de artistas consagrados dos palcos brasileiros.
Como de costume nas sessões do Tela Brasilis, teremos a presença de três importantes convidados para debater os filmes com o público: o ator Ilya São Paulo, filho do diretor, e de Orlando Senna e Manfredo Caldas, amigos e colaboradores de Olney São Paulo.
Dono de uma obra telúrica, visceral, forte, a visão dos filmes de Olney nos revela o coração de um irrequieto artista desejoso por mudança, transformação, que via o cinema como espaço privilegiado para os principais debates de uma sociedade, procurando sempre realizar seus projetos, mesmo abatido por problemas de todas as ordens. “Olney, mártir do cinema brasileiro”, escreveu, com razão, Glauber Rocha.
Programa:
“O Profeta de Feira de Santana" (1970)
“Cachoeira, documento da História” (1973)
“Como nasce uma Cidade” (1973)
“Teatro Brasileiro I: Origens e Mudanças” (1975)
“Teatro Brasileiro II: Novas Tendências” (1975)
“Sob o ditame do rude Almajesto: Sinais de chuva" (1976) Quinta-feira :: 20/09
Horário: 18h30
Entrada Franca
Cinemateca do MAM-RJ
Av. Infante D. Henrique, 85
Praia do Flamengo - Rio de Janeiro - RJ Arquivo do cineclube/Cineclubismo Texto da sessão de Junhotopo